Turismo de aventura e de gastronomia: dois segmentos para explorar nos negócios
As férias escolares chegaram e, com elas, o aumento nas atividades turísticas pelo país. Em Minas Gerais, há dois segmentos muito fortes em que é preciso dar atenção pois são oportunidades para a sua cidade e para o comércio local: turismo de aventura e turismo gastronômico.
Neste artigo, vamos apresentar as duas modalidades de turismo e destacar o potencial que elas têm para expandir negócios para o comércio e os serviços.
O que é o Turismo de Aventura?
Já viajou para conhecer e praticar atividades físicas em ambientes em contato direto com a natureza? Esse é o turismo de aventura: viagem ou deslocamento com o objetivo de realizar atividades de aventura, sem caráter competitivo ou esportivo.
O turismo de aventura é capaz de proporcionar bem-estar, prazer e desafios. Tudo isso, em contato direto com a natureza.
Nesse cenário, o guia “TURISMO DE AVENTURA: Orientações Básicas“, do Ministério do Turismo, identifica três classificações principais para o Turismo de Aventura:
1.Água
| Bóia-cross | Atividade praticada em um minibote inflável, onde a pessoa se posiciona de bruços para descer o rio, com a cabeça na extremidade frontal da bóia e os pés na parte final da bóia, já praticamente na água. Também conhecida como acqua-ride. |
| Canoagem | Atividade praticada em canoas e caiaques, indistintamente, em mar, rios, lagos, águas calmas ou agitadas. |
| Duck | Descida de rios com corredeiras utilizando botes infláveis e remos, com capacidade para até duas pessoas. |
| Flutuação / Snorkeling | Atividade de flutuação em ambientes aquáticos, com o uso de máscara e snorkel, em que o praticante tem contato direto com a natureza, observando rochas, animais e plantas aquáticas. Usualmente utilizam-se coletes salvavidas. |
| Kitesurfe | Atividade que utiliza uma prancha fixada aos pés e uma pipa de tração com estrutura inflável, possibilitando deslizar sobre a superfície da água e, ao mesmo tempo, alçar voos executados sobre superfícies aquáticas, com ventos fracos ou fortes. |
| Mergulho autônomo turístico | Produto turístico em que a atividade principal é o mergulho autônomo e o praticante não é necessariamente um mergulhador qualificado. |
| Rafting | Descida de rios com corredeiras utilizando botes infláveis |
| Windsurfe | Atividade praticada em ambientes aquáticos, também denominada prancha a vela, que se serve, basicamente, de técnicas do surfe e da vela. |
2. Água
| Balonismo | Atividade aérea feita em um balão de material anti-inflamável aquecido com chamas de gás propano, que depende de um piloto |
| Paraquedismo | Salto em queda livre com o uso de pára-quedas aberto para aterrissagem, normalmente a partir de um avião. Como atividade de Turismo de Aventura, é caracterizado pelo salto duplo. |
| Voo Livre (Asa Delta ou Parapente) | Atividade com uso de uma estrutura rígida que é manobrada com o deslocamento do peso do corpo do piloto ou por superfícies aerodinâmicas móveis (asa delta), ou até por ausência de estrutura rígida como cabos e outros dispositivos (parapente). |
3.Terra
| Arvorismo | Locomoção por percurso em altura instalado em árvores ou em outras estruturas. |
| Bungee jump | Atividade em que uma pessoa se desloca em queda livre, limitada pelo amortecimento mediante a conexão a um elástico. O elástico é desenvolvido especificamente para a atividade. |
| Cachoeirismo | Descida em quedas d’água, seguindo ou não o curso d’água, utilizando técnicas verticais. |
| Canionismo | Descida em cursos d’água, usualmente em cânions, sem embarcação, com transposição de obstáculos aquáticos ou verticais. O curso d’água pode ser intermitente |
| Caminhada | Percursos a pé em itinerário predefinido. |
| Caminhada (sem pernoite) | Caminhada de um dia. Também conhecida por hiking. |
| Caminhada de longo curso | Caminhada em ambientes naturais, que envolve pernoite. O pernoite pode ser realizado em locais diversos, como acampamentos, pousadas, fazendas, bivaques, entre outros. Também conhecida por trekking. |
| Cavalgadas | Percursos em vias convencionais e não convencionais em montaria, também tratadas de Turismo Equestre |
| Cicloturismo | Atividade de turismo que tem como elemento principal a realização de percursos com o uso de bicicleta, que pode envolver pernoite. |
| Espeleoturismo | Atividades desenvolvidas em cavernas, oferecidas comercialmente, em caráter recreativo e de finalidade turística. |
| Espeleoturismo vertical | Espeleoturismo de Aventura que utiliza técnicas verticais. |
| Escalada | Ascensão de montanhas, paredes ou blocos rochosos, com aplicação de técnicas e utilização de equipamentos específicos. |
| Montanhismo | Atividade de caminhada ou escalada praticada em ambiente de montanha. |
| Turismo fora-de-estrada em veículos 4×4 ou bugues | Atividade de turismo que tem como elemento principal a realização de percursos em vias não-convencionais com veículos automotores. O percurso pode incluir trechos em vias convencionais. |
| Tirolesa | Produto que a atividade principal é o deslizamento do cliente em uma linha aérea ligando dois pontos afastados na horizontal ou em desnível, utilizando procedimentos e equipamentos específicos. |
Diferença entre Ecoturismo e turismo de aventura
O ecoturismo é um tipo de turismo de aventura. Neste caso, ecoturismo é quando há o deslocamento para atividades de preservação do ambiente e das comunidades locais.
Assim, há o conhecimento sobre o local com práticas de sustentabilidade e ações que contribuam com o desenvolvimento.
O que é Turismo Gastronômico?
Visitar restaurantes é tradição para muitos viajantes. Mas é preciso entender que o turismo gastronômico vai além de conhecer restaurantes, mas sim quando a motivação para a viagem ocorre por causa da gastronomia local. Nesse caso, pode ser visitar restaurantes de uma cidade ou participar de festivais e eventos gastronômicos.
Em Minas Gerais (como todo mineiro sabe), a culinária é referência nos quatro cantos do estado. Um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo revelou que Minas é o principal destino de turistas que estão procurando por uma experiência gastronômica. Nesse cenário, são turistas do Brasil e do Mundo que chegam em MG para aproveitar o que a gastronomia tem de melhor a oferecer.
Como explorar esses segmentos nos negócios
O turismo está em um ciclo que favorece outros setores econômicos, como no caso do comércio. Por isso, segmentos como hotelaria, transportes, bares e restaurantes, postos de gasolina e farmácias podem aproveitar as oportunidades que o turismo gastronômico ou o turismo de aventura proporcionam.
Nestes casos, é preciso entender se existem atividades desses segmentos no município. Além disso, entender como o poder público investe e promove a modalidade turística na cidade. Junto à CDL, os lojistas podem contribuir com propostas e sugestões de políticas públicas para investimentos nos segmentos turísticos.
Com isso, atuar junto e buscar a promoção das ações e dos segmentos. Os negócios podem apoiar esses eventos, por exemplo, com patrocínios ou parcerias. Essa é uma oportunidade de alavancar a marca, expandir a atuação e, é claro, conquistar mais clientes.
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