O desafio das sacolinhas: recusar, reduzir e reutilizar.
As sacolas plásticas promovem conforto e praticidade na mesma proporção em que impacta e degrada o meio ambiente. Infelizmente, a cultura de usá-las uma vez e descartá-las é a que prevalece. Com isso, muitas cidades ainda não possuem usinas de reciclagem para acolher e dar novo destino a esse tipo de material. O resultado: as sacolas são os principais causadores de entupimentos, retenção de lixo e consequentemente, inundações nos períodos de chuva.
Números do Ministério do Meio Ambiente mostram que é consumido no mundo inteiro, aproximadamente, um milhão de sacos plásticos por minuto. Na tentativa de reduzir o impacto ambiental causado pelas sacolinhas plásticas algumas iniciativas tem se destacado em Minas. Uma delas é o projeto Banco da Natureza proposto pela CDL Itapecerica. O Banco da Natureza propõe aos lojistas e à comunidade, a reutilização das sacolas plásticas, assim como incentivar o hábito de usar sacolas retornáveis e ecobags.
Para a implantação e execução deste projeto, foi criado o Vale – $acolinha, com objetivo de permitir que os comércios cadastrados premiem com pontos ecológicos e financeiros do Banco da Natureza os clientes que reutilizarem suas sacolas ou levarem sacolas retornáveis durante suas compras.
Cada ponto ecológico do Banco da Natureza é cotado atualmente a R$0,03 centavos. Ou seja, no momento da compra o cliente que recusar a sacolinha plástica, ou usar sua ecobag ganha pontos equivalente ao número de embalagens que deixou de usar.
Custo x benefício
A CDL Itapecerica foi até alguns comércios locais para pesquisar o custo e a quantidade diária de sacolinhas entregues aos clientes. Em apenas dois comércios, constataram a soma de 125 mil unidades de sacolinhas distribuídas mensalmente. Em um ano, estes dois comércios entregam em média 1 milhão e 500 mil sacolinhas, cujo destino final, inevitavelmente, é o lixo. Outra informação importante é o custo desse montante para o comerciante. O valor mensal é de aproximadamente R$10.500,00; se fizermos o cálculo anual o valor chega a R$126.000,00. Um investimento que vai para o lixo e ainda causa um impacto ambiental incalculável para o planeta. Vale lembrar que estes números são referentes a apenas dois comércios locais de Itapecerica.
A pesquisa também apontou que existem sacolinhas de vários preços, variando de R$0,05 (cinco centavos) a R$5,00 (cinco reais). Um desperdício de dinheiro que poderia ser reduzido e revertido em outros benefícios para a população, para o comércio e ainda, ajudar a preservar o meio ambiente. Um desses benefícios é a redução das despesas do comércio com a compra de sacolas em geral, visto que o custo do Vale-$acolinha é sempre inferior ao valor das sacolas adquiridas pelo comércio. Outro benefício é a oportunidade que o comércio oferece ao seu cliente de preservar o meio ambiente e ainda receber os bônus ecológicos e financeiros pelo Banco da Natureza.
O resultado previsto com essa ação efetiva que envolve toda comunidade de Itapecerica é a redução das sacolinhas e adesão dos comércios e população em geral. Dentro de apenas um mês já aderiram ao projeto doze importantes comércios locais e alguns clientes que elogiaram a iniciativa e que inclusive já compareceram para sacar ou depositar os Vales-Sacolinhas no Banco da Natureza.
Interessou pelo projeto e deseja fazer na sua cidade? Entre em contato com a CDL Itapecerica.
CDL Itapecerica
Letícia Alves | [email protected]
(37) 3341-2582
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