CDL BH e TJMG lançam projeto de apadrinhamento de crianças
O projeto é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e tem o apoio da CDL BH e da agência de comunicação Vitória CI
Hoje, o Brasil tem mais de seis mil crianças vivendo em abrigos, sem famílias, à espera de adoção. A maioria, cerca de 90%, tem de 10 a 17 anos, justamente a idade menos procurada pelos casais que querem adotar uma criança. Em Minas Gerais, são 634 crianças nessa condição —justamente o alvo do Apadrinhar.
“Toda criança precisa de uma família. O objetivo do Apadrinhar é dar amor e carinho a essas crianças, para que convivam com famílias e tenham esperança no futuro e mais qualidade de vida no presente”, afirma a desembargadora Valéria. “É com muita satisfação que vemos que, em menos de cinco meses, já conseguimos transformar tantas vidas e escrever tantas histórias bonitas.”
O projeto aproxima as crianças que vivem em abrigos de famílias que, a princípio, não têm a intenção da adoção em tempo integral, mas querem dar afeto ou alguma ajuda material a elas. “A CDL/BH continua apoiando o Apadrinhar, cada dia com mais satisfação, para ajudar essas crianças que ainda não foram adotadas e precisam encontrar o carinho e afeto do convívio familiar”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “A preocupação social é uma de nossas prioridades”, acrescenta.
Modalidades de apadrinhamento - O programa conta com três modalidades de apadrinhamento: o afetivo, o provedor e o prestador de serviços. No afetivo, as madrinhas e os padrinhos visitam periodicamente o seu afilhado e passam períodos com ele fora do abrigo, em geral aos finais de semana ou feriados. Com envolvimento afetivo, a madrinha ou o padrinho oferecem ao afilhado possibilidades de convivência familiar e social saudáveis, com experiências gratificantes.
No apadrinhamento provedor, madrinhas e padrinhos oferecem suporte material ou financeiro às crianças e adolescentes, seja com a doação de bens, com financiamento de obras no abrigo ou com o patrocínio de cursos ou reforço escolar. Já o padrinho prestador de serviço reserva parte de seu tempo para oferecer cursos, clínicas ou oficinas para os jovens, como aulas de idioma, tratamento médico ou dentário e treinamentos esportivos.
O lançamento aconteceu na sede da CDL BH, nesta quinta (10 de outubro) e contou com a presença da gerente geral da FCDL-MG, Rita Corcera, que parabenizou a entidade pela iniciativa e enfatizou a importância das empresas apoiarem programas que contribuam com a melhoria da qualidade de vida das pessoas assistidas e claro, estabelecer parceria com organizações de credibilidade.
“Vamos compartilhar e divulgar este projeto para todas as CDLs mineiras. Assim vamos contribuir para que estes índices sejam cada vez menores”, afirmou Rita.
Em Minas, o projeto foi abraçado pelo Tribunal de Justiça —portanto, está disponível em todo o Estado. O processo é simples e todo online. A ação está presente em 32 comarcas do Estado.
Informações e inscrições podem ser feito no endereço www.apadrinharmg.org
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