CDL Mutum: dedicação e força feminina em prol do comércio
“O fato de ser mulher ainda traz certos desconfortos e dificuldades na vida como empresária e dirigente de CDL. Esbarro em certa resistência quanto à aceitação de determinados projetos propostos, principalmente no que diz respeito à credibilidade de sua funcionalidade”.
O relato, infelizmente ainda tão comum no dia-a-dia de tantas mulheres, é da presidente da CDL Mutum, Camylle Milleri Pinto Saib. Apesar disso, a empresária do ramo de postos de combustíveis, enfrenta com coragem e determinação os desafios impostos pela desigualdade entre os sexos e tem grandes planos à frente da entidade.
“Um dos objetivos da minha gestão é implantar um modelo de crediário para as lojas que vendem ‘fiado’. Estamos organizando encontros com lojistas, no intuito de discutir pontos para concretizarmos essa iniciativa. Outra prioridade é promover palestras, cursos e workshops para levar mais informação e capacitação, tanto para os lojistas quanto para seus colaboradores, além de alguma ação mais voltada para o fortalecimento do empreendedorismo feminino”, afirma.
Segundo Camylle, a venda por “fiado” é um dos grandes problemas do município, e de outras cidades do interior, que impactam diretamente nas vendas do comércio. “Não temos apoio de leis que punam esta prática com severidade, que é muitas vezes abusiva pelo consumidor, que acaba se aproveitando da falta de punição para dar calote”, ressalta.
Economia
Ao lado da agropecuária, principalmente produção de café, leite e gado de corte, os setores de comércio e serviços desempenham um papel importante na economia local, representando mais de 50% dos postos de trabalho. “Ainda assim, enfrentamos problemas de escassez de mão de obra qualificada”, pontua a presidente.
De acordo com Camylle, a CDL Mutum, que atua juntamente com a Associação Comercial e Empresarial, vem trabalhando para se tornar referência para os empresários da cidade. “Infelizmente, passamos por um processo de vacância, foram 1 ano e 6 meses sem diretoria, e isso acabou afastando muitos associados, que desacreditaram na entidade. Esse tem sido nosso maior desafio, ampliar a adesão dos lojistas”, diz.
Mesmo com todos os percalços, a dirigente se mantém firme em seus objetivos e nos propósitos do movimento lojista. “Acredito no associativismo, nas parcerias e nas relações comerciais, em todos os seus contextos, como forma de fomentar um ambiente de negócios mais favorável, trazendo benefícios não apenas aos setores de comércio e serviços, mas para a economia de Mutum de modo geral”, finaliza.
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